sexta-feira, 8 de abril de 2011

Estou no banco! E agora? - parte III

Gente tive este tempo todo sem escrever...devido a tantas coisas que tenho estado a fazer e agora com esta Campanha Maravilhosa do Jejum de 21 dias que Deus nos deu, tenho buscado mais e tenho estado pouco tempo no computador. Mas hoje decidi escrever para vocês!

Estava pensado no valor que o Espírito Santo tem para mim e ao dar por mim a pensar cheguei à conclusão que às vezes nós só damos importância e valor ás coisas de Deus quando perdemos. Eu senti isso quando estava no banco. Essa foi a minha terceira e última fase do banco. Aprendi a dar valor àquilo que Deus me deu. Sabendo que podia ter posto em risco tudo aquilo que eu construí com tanto sacríficio. É irónico pensar que nós pudemos destruir tudo aquilo que ganhamos com tanto esforço, apenas com uma palavra, um pensamento, uma atitude errada né gente? Cheguei a um ponto que não aguentava mais ficar sentada nas reuniões, já sentia falta de colocar o uniforme, orar no povo, trabalhar nas reuniões de sexta-feira, etc. Isso só acontece quando nós amamos de verdade aquilo que fazemos. Talvez você já tenha visto obreiros que são ausentes, afastados da obra de Deus, não colocam o uniforme, enfim...e tudo isso porquê? Porque esse amor verdadeiro já não existe e eles estão a deixar de de dar valor aquilo que Deus lhes deu por mérito de um voto que um dias eles fizeram, de um sacrifício, enfim...

Aprendi a valorizar tanto, mas tanto que agora todo o cuidado é pouco com as coisas de Deus. Porque eu não quero perder e quando nós não queremos perder aquilo que recebemos de mais importante, que é o Espírito Santo, o privilégio de fazer a sua obra, então nós estamos sempre preocupadas em agradar o Senhor, em fazer a Sua vontade, fazemos de tudo para não errar, não que sejamos perfeitas, mas a pessoa que dá valor, ela sempre se aperfeiçoa nas suas fraquezas e nos seus erros. Ela só quer é servir, porque o facto de eu ter colocado em risco a unção que Deus derramou sobre mim, me despertou e me amadureceu muito meninas. 

Olha amigas, não desprezem aquilo que Deus vos deu. Eu tenho visto tantos que não valorizaram e hoje que perderam, querem ter de volta, hoje, apercebem-se do erro que cometeram e arrependem-se profundamente por terem vacilado. Por tanto se não tens dado valor e se estás nessa situação, faz alguma coisa enquanto é tempo. Pede ajuda, ora, te humilha diante de Deus, pede socorro e não deites fora aquilo que Deus te deu.

A minha sede de servir já era tão grande, que lembro até hoje. Numa quarta-feira, era a semana do Espírito Santo, participei em todas as reuniões na minha igreja e nesse dia fui no altar e fiz uma oração. Falei para Deus que não aguentava mais ficar sem lhe servir, que tinha saudades, que hoje dou valor aquilo que o Senhor me deu e determinei que ainda nessa semana Deus me levantaria de novo. Nesse mesmo dia, no final da reunião da noite, o pastor me devolveu o uniforme. Fiquei tão feliz e coloquei dentro de mim: nunca mais voltarei a desvalorizar o Espírito Santo.

Portanto, minha amiga, se estás no banco, aproveita esta Campanha do Espírito Santo para haver uma revolução na tua vida espiritual e dá valor. Dá valor ao Espírito Santo, porque nenhum carro, nenhuma jóia, nenhuma casa, até pode ser a mais cara do mundo inteiro, pode ter o valor de milhões de euros, mas diante do Espírito Santo isso não vale nada. Ele é o mais precioso de tudo e do que qualquer coisa.

Na fé!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Estou no banco! E agora? - parte II


Foi à quatro meses atrás que tive no banco. O dia em que o pastor me colocou no banco foi talvez o dia mais difícil que enfrentei até hoje. Tudo isso porque não quis falar sobre os meus problemas. Estava enfrentando um problema na minha vida sentimental e por ter ficado calada e não pedido ajuda acabei por tomar uma decisão que teve um preço muito alto. Foram os dois meses mais difíceis até hoje, parecia que nunca mais ia acabar.


Naquele momento tive dois tipos de sentimentos: tristeza, por ter que ficar no banco, e ao mesmo tempo vi como uma oportunidade de me concertar com Deus e de investir mais na minha vida espiritual. Os dias se passavam e eu transmitia no meu rosto algo de diferente. As perguntas começaram a surgir por parte das obreiras, dos membros e eu sem querer falar.

Nesse dia tivemos vigília na igreja e aproveitei tanto essa reunião para buscar forças. Sim, porque agora eu estava no meu deserto, deserto esse que fui eu mesma que me coloquei lá e não Deus. Pensei que Deus me iria livrar desse deserto, mas se fui eu que provoquei esse deserto, eu é que tinha que me tirar dele. Então, orei como nunca, me humilhei aos pés de Jesus e fui fortalecida.

Estava consciente do que iria enfrentar e tinha que estar mais alerta, porque é nessa hora que o diabo lançado setas e se não tivermos protegidos vai-nos atingir e vamos ser derrubadas.

Este momento inicial foi mais envolvido por aquilo que as pessoas estavam pensando de mim. Muitos membros me olhavam enquanto eu estava na reunião, muitos obreiros comentavam entre si, pessoas da igreja iam ter com algumas obreiras e perguntavam: "A obreira Ana deixou a obra?" Muitas outras coisas que desanimam. Mas nessa fase Deus falou comigo, que eu não tenho que me preocupar com aquilo que os outros dizem ou pensam, mas com aquilo que Deus pensa de mim e acha de mim.

Não é fácil, mas para mostrar para Deus que não estava preocupada com aquilo que os outros diziam de mim, comecei a sentar na frente, na primeira fila durante as reuniões. Foi difícil, mas Deus foi-me dando forças para aguentar firme.

Quero dizer para vocês com isto, que muita coisa vão ouvir e ver, mas o mais importante é que os vossos olhos estejam postos em Deus e que em vez de ficares preocupada com aquilo que pensam de ti, preocupa-te em saber se Deus neste momento pensa bem ou mal de ti, se Deus neste momento está contente com a tua atitude ou não.

E se estás passando por um problema, não deixes que esse orgulho te domine e pede ajuda, pede socorro, pois estás a impedir que aconteça o pior contigo... a tua queda!

Continuarei mais a falar sobre isso...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OBREIROS FEIOS NÃO PODEM SERVIR NA OBRA DE DEUS!

Obreiros feios não podem <br />servir na obra de Deus!
Pode parecer estranho o título desta mensagem, mas o que vamos falar não é sobre a beleza física! É sim sobre a beleza espiritual exigida por Deus para aqueles que querem fazer a Sua Obra. Para compreender melhor, vou convidá-lo/a a ler os versículos abaixo, então, entenderá o que, realmente, Deus tem a ensinar-nos. Lembrando que aquilo que Ele falou com Moisés no passado, ainda se reflecte na nossa vida espiritual, hoje!
“Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de rosto mutilado, ou desproporcionado, ou homem que tiver o pé quebrado ou mão quebrada, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado” (Levítico 21.18-20).
Veja que, nesta passagem bíblica, o Senhor proibiu que as pessoas com defeitos servissem como sacerdotes. Vamos, então, analisar estes defeitos mencionados na lista de Deus, deixando de lado a questão física e usando os olhos espirituais:
CEGO Não servia para a obra. Para sermos bons obreiros, precisamos de ver com os olhos espirituais. Lembra-se do caso do servo de Eliseu, que entrou em casa a gritar e a dizer: “profeta! Estamos cercados pelo exército inimigo”. O que é que fez o homem de Deus? Orou e disse: “Senhor, abra os olhos deste moço para que veja!”. E, então, ele pôde contemplar os anjos de Deus dando-lhes protecção (2 Reis 6.17). Por isso, um bom obreiro precisa ver as coisas com os olhos espirituais, não pode ser cego.
COXO É aquele que manca. E quem manca não anda ao mesmo ritmo do que os demais, ficando para trás. Portanto, Deus não poderá usar-nos se estivermos a coxear pela vida.
ROSTO MUTILADO Refere-se a como deve ser o semblante de alguém que deseja servir a Deus. Infelizmente, muitos ainda não entenderam que um sorriso no rosto e um semblante agradável valem mais do que mil palavras. Pois, as pessoas chegam à Igreja cansadas e decepcionadas com o Mundo; maltratadas pelos problemas e oprimidas pelo diabo, e, às vezes, encontram obreiros e pastores com a cara fechada, rancorosos e preocupados com os seus próprios interesses!
DESPROPORCIONADO Desproporcional. A pessoa que tem uma atitude exagerada – no falar, no comportamento, no modo como se relaciona com a família e os amigos, na forma como se veste, etc – causa escândalo.
PÉ QUEBRADO O que é que acontece com quem tem o pé quebrado? Não fica de pé, não é verdade? Existem muitas pessoas que querem fazer a obra de Deus, mas têm o pé quebrado, não se firmam. Ou seja, estão aqui, depois mudam-se para lá, aparecem e depois desaparecem … “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor…” (1 Cor 15.58).
MÃO QUEBRADA Quem tem a mão quebrada não consegue agarrar nada com firmeza. E a obra de Deus exige força de vontade e garra.
CORCOVADO Lembre-se que aquele que faz a obra de Deus não pode andar de cabeça baixa. Não pode estar curvado, nem por medo, nem por vergonha. Seja um obreiro aprovado e que não tem do que se envergonhar (2 Tm 2.15).
ANÃO É aquele que não desenvolveu a sua estatura. Assim são muitas pessoas que estão na Igreja, espiritualmente falando são como anões, pararam de crescer.
BELIDA NOS OLHOS, SARNA E IMPIGEM O nosso olhar, o nosso semblante, devem reflectir o Senhor Jesus. Você pode ser sério, mas não arrogante; pode ser sorridente, mas não escarnecedor; pode repreender, mas com amor, nunca com ódio. Elimine da sua vida a arrogância, a falsidade, a inveja, o medo e a inferioridade. O seu semblante ficará muito mais suave
.
TESTÍCULO QUEBRADO Que é seja incapaz de se reproduzir! O bom obreiro é aquele que faz discípulos. Tem que ser reprodutivo, um ganhador de almas. O bom obreiro atrai a atenção das pessoas e todos querem imitá-lo pelo seu bom procedimento.
Diante destas qualidades, é bom que você que deseja fazer a obra de Deus, ou que até já está a fazer, cuide bem da sua aparência interior, para que Deus o/a possa usar cada vez mais.
Espero ter colaborado em algo, Bjf
Escrito por Bispo Júlio Freitas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Estou no banco! E agora?

Sei que para algumas este assunto não é assim tão simples de ser falado e muito menos de ser enfrentado. Sei que agora, neste momento três tipos de obreiras estão vendo esta mensagem:
  • Aquela obreira que nunca teve no banco;
  • Aquela obreira que já teve no banco;
  • Aquela obreira que tem medo do banco.
A partir de hoje irei colocar mensagens sobre este assunto, e farei isso porque EU já tive no banco. Sim, verdade, eu já estive e não tenho vergonha de assumir isso diante de vocês. Muitas sentem esse pânico em relação ao puderem ficar no banco, porque têm aquela ideia de que ficar no banco é o fim de tudo e que não tem mais volta, ou então pensam, que a obreira que está no banco cometeu pecado e agora está levando um castigo.
Bem, eu posso dizer que ficar no banco não é assim tão ruim, muito pelo contrário, é um momento que tu tiras para buscares mais a Deus e claro, é aquela oportunidade de haver uma renovação na sua vida espiritual e um desenvolvimento na sua vida espiritual. 
Nunca tive medo de enfrentar o banco, pois sei que, quando chegasse esse dia, eu iria fazer de tudo para me concentrar mais em mim mesma e puder buscar mais a Deus. Não é que a partir de agora tu vais querer ficar no banco sem necessidade, atenção obreiras, não vamos ser ignorantes com a nossa fé, mas sim usar essa inteligência que Deus nos deu.

A obreira quando vai para o banco é por dois motivos: ou por opção própria, ou seja, porque sente necessidade de buscar mais, sente-se um pouco fraca e precisa de se concentrar mais em si; ou então porque fez algo de errado e ficar no banco é uma forma de ela se concertar com Deus.

Posso dizer que não é fácil, principalmente para quem ama de verdade a obra de Deus, é uma dor muito grande e uma sensação um pouco dolorosa.

Na próxima mensagem contarei a minha experiência de ter ficado no banco e creio que irá ajudar muitas de vocês. Só para terem ideia, fiquei 2 meses sentada nas reuniões buscando a Deus. 

Contarei mais...

Fiquem atentas!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mais um ano de vida

Pois é pessoal, hoje completo mais um ano de vida! Faço 19 aninhos...tão novinha ainda né? Feliz por partilhar este dia na presença do nosso Deus e por ter permanecido firme até aqui. Foram tempos em que alcancei muitas vitórias, mas também tive muitas derrotas, mas o mais importante é que não deixei que nada nem ninguém mancha-se o meu coração, não permiti que as lutas, tribulações e problemas me afastassem de Deus, muito pelo contrário, me aproximaram ainda mais de Deus e cada um delas serviu para o meu crescimento espiritual.

Estou feliz com este dia (apesar de ser apenas uma vez ao ano). Esta felicidade que é dada por Deus e não apenas momentânea, pois ela permanece dentro de mim. Feliz por saber que é tão bom passar este dia na presença de Deus e hoje, eu sei, que não se compara com o mundo. Ah uns anos atrás, estava festejando meu aniversário com a bebida, más companhias, ódio, medos, pesadelos...enfim! Era talvez o único dia que me fazia feliz, pois nesse dia fazia tudo para o diabo. Mas quando o dia acaba, aquela felicidade também acabava. Hoje, estou aqui, com Deus e vou lutar para permanecer com Ele sempre.

Hoje começo uma nova postagem aqui no nosso manual de obreiras, queridas. Quero partilhar com vocês a experiência que marcou a minha idade de 18 anos.

Fiquem atentas!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão - parte IV


O que quero passar para vocês com esta experiência é o seguinte: neste momento tu podes estar passando por esta situação, tens algum familiar, ou alguém que não aceita o facto de fazeres a obra de Deus. Mas esse familiar não se converte, não é por falta de oração ou de jejum, é porque simplesmente faltou uma coisa que é fundamental ter: amor. Eu nunca tinha um gesto de amor com a minha avó, nunca lhe dei um abraço, um beijo, nunca lhe dei aquela atenção. Então, ás vezes o nossos familiares não se convertem porque falta isso, falta dar o amor que Deus nos deu para esses familiares, falta dar carinho, ser gentil, bondosa para com eles. E, claro, pedir sempre perdão para esse familiar. Porque eu sei que ás vezes há momentos em que a gente fica mais irados, o próprio Jesus também se irou algumas vezes. Mas essa ira não te pode levar ao pecado, não te pode levar a dar mau testemunho. Cada vez que discutes com alguém, pede sempre perdão. Sei que não é fácil, mas é na dificuldade que os milagres acontecem, é nas dificuldades que o impossível acontece.

Porque o que adianta teres amor mas não dares esse amor a alguém? Não adianta de nada. Esse amor que tu tens, se é que ainda o tens, dá para esse teu familiar mais problemático, dá para essa pessoa que dá mais problemas. Dá esse amor que Deus também deu para ti mesmos sabendo que eras tão pecadora. Amor esse que fez com que Ele desse o seu único filho na cruz por ti, mesmo sabendo que não querias nenhum compromisso com Ele. Então, dá esse amor para essa pessoa que discute contigo, que até te trata mal, te humilha, que impede de ir na igreja… dá…dá e dá.

Hoje as coisas mudaram. Não há mais brigas com a minha avó, conversamos mais sobre as coisas de Deus, Deus tem-me dado sabedoria para falar com ela, direcção para orientá-la a converter-se. Assim como comigo mudou e assim como fui capaz de pedir perdão, creia que também serás.

Mas nunca te esqueças: ter amor é fácil, mas dar amor exige sacrifício da tua parte; querer perdoar é fácil, mas pedir perdão exige que coloques o orgulho e a vergonha de lado e peças. Pedir perdão a Deus é fácil, mas pedir ao ser humano, a quem tu vês é difícil. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão - parte III


Dias e dias se passaram e ela naquela cama doente. Comecei a usar a minha fé. Podes estar perguntando: “Mas tu não usavas a fé pela tua avó?” Eu tinha aquela fé de que Deus iria mudá-la mas não a usava. Essa fé que estava neutralizada devido ás minha atitudes erradas não trazia efeito para a minha relação com a minha avó. Então comecei a orar mais por ela, pedi a Deus para me dar sabedoria e direcção para lidar com ela, pois eu queria mudar a minha maneira de ser. Vi a oportunidade de a casa estar a meu cargo para dar o meu melhor e fazer tudo direitinho. Foram uns dias que se passaram calmamente, mas deixaram-me muito cansada, cuidar da casa toda sozinha dá trabalho.

Até que aconteceu algo. Eu tinha que fazer uma coisa na igreja e ela não queria que eu fosse. Não queria que a deixasse sozinha, começou a discutir comigo dizendo que não era correcto eu sair de casa e deixá-la doente em casa sozinha. Aquela sensação de estar sendo provocada era tão forte que eu abri minha boca e voltei de novo a brigar com ela. Disse tanto disparate, disse que não era justo eu ficar em casa, que ela não tinha o direito de me impedir de ir na igreja, que eu estava fazendo tudo por ela e que ela não podia tratar-me assim. Gente, eu falei de uma forma tão má para ela, que saí de casa durante uns minutos. Fui avisar na igreja que já não podia ir.

Quando eu voltei para casa, vejo o impossível, vejo algo que eu nunca tinha visto. Entro em casa e encontro minha avó a chorar. Naquela hora veio um peso na consciência, porque eu sabia que ela estava chorando por minha causa. Eu nunca tinha visto minha avó chorar, foi uma sensação horrível. Mas foi no meio dessa sensação que eu senti necessidade de fazer uma coisa: pedir perdão, não a Deus, mas sim à minha avó. Quando Deus falou para eu pedir perdão eu tive consciência que tinha que fazê-lo mas não tinha coragem. Saí da sala e fui para a cozinha. Comecei a chorar, chorar e chorar. Quando ia para pedir perdão sempre recuava e voltava para trás, pois tinha tanta vergonha. Mas minha avó não parava de chorar e o sentimento de culpa estava sobre mim.

 Foi aí então, que eu decidi tomar coragem. Fui ter com ela na sala, dobrei o meu joelho diante dela e disse: “ Desculpa avó, não te queria fazer chorar. Não queria ter gritado contigo. Desculpa, não voltarei a gritar contigo mais!” Disse essas palavras em meio as lágrimas. Mas ela não me respondeu, ficou calada e não parava de chorar. Eu levantei-me, fui no meu quarto, e orei: “Deus obrigado por esta oportunidade, sei que hoje tudo mudou!”

 Aquele pedido de perdão mudou a minha vida e a minha relação com a minha avó. Depois desta experiência que por um lado foi boa, pois se não tivesse acontecido, se calhar ainda nem tinha conseguido pedir perdão. Mas consegui!

Continua…