sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mais um ano de vida

Pois é pessoal, hoje completo mais um ano de vida! Faço 19 aninhos...tão novinha ainda né? Feliz por partilhar este dia na presença do nosso Deus e por ter permanecido firme até aqui. Foram tempos em que alcancei muitas vitórias, mas também tive muitas derrotas, mas o mais importante é que não deixei que nada nem ninguém mancha-se o meu coração, não permiti que as lutas, tribulações e problemas me afastassem de Deus, muito pelo contrário, me aproximaram ainda mais de Deus e cada um delas serviu para o meu crescimento espiritual.

Estou feliz com este dia (apesar de ser apenas uma vez ao ano). Esta felicidade que é dada por Deus e não apenas momentânea, pois ela permanece dentro de mim. Feliz por saber que é tão bom passar este dia na presença de Deus e hoje, eu sei, que não se compara com o mundo. Ah uns anos atrás, estava festejando meu aniversário com a bebida, más companhias, ódio, medos, pesadelos...enfim! Era talvez o único dia que me fazia feliz, pois nesse dia fazia tudo para o diabo. Mas quando o dia acaba, aquela felicidade também acabava. Hoje, estou aqui, com Deus e vou lutar para permanecer com Ele sempre.

Hoje começo uma nova postagem aqui no nosso manual de obreiras, queridas. Quero partilhar com vocês a experiência que marcou a minha idade de 18 anos.

Fiquem atentas!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão - parte IV


O que quero passar para vocês com esta experiência é o seguinte: neste momento tu podes estar passando por esta situação, tens algum familiar, ou alguém que não aceita o facto de fazeres a obra de Deus. Mas esse familiar não se converte, não é por falta de oração ou de jejum, é porque simplesmente faltou uma coisa que é fundamental ter: amor. Eu nunca tinha um gesto de amor com a minha avó, nunca lhe dei um abraço, um beijo, nunca lhe dei aquela atenção. Então, ás vezes o nossos familiares não se convertem porque falta isso, falta dar o amor que Deus nos deu para esses familiares, falta dar carinho, ser gentil, bondosa para com eles. E, claro, pedir sempre perdão para esse familiar. Porque eu sei que ás vezes há momentos em que a gente fica mais irados, o próprio Jesus também se irou algumas vezes. Mas essa ira não te pode levar ao pecado, não te pode levar a dar mau testemunho. Cada vez que discutes com alguém, pede sempre perdão. Sei que não é fácil, mas é na dificuldade que os milagres acontecem, é nas dificuldades que o impossível acontece.

Porque o que adianta teres amor mas não dares esse amor a alguém? Não adianta de nada. Esse amor que tu tens, se é que ainda o tens, dá para esse teu familiar mais problemático, dá para essa pessoa que dá mais problemas. Dá esse amor que Deus também deu para ti mesmos sabendo que eras tão pecadora. Amor esse que fez com que Ele desse o seu único filho na cruz por ti, mesmo sabendo que não querias nenhum compromisso com Ele. Então, dá esse amor para essa pessoa que discute contigo, que até te trata mal, te humilha, que impede de ir na igreja… dá…dá e dá.

Hoje as coisas mudaram. Não há mais brigas com a minha avó, conversamos mais sobre as coisas de Deus, Deus tem-me dado sabedoria para falar com ela, direcção para orientá-la a converter-se. Assim como comigo mudou e assim como fui capaz de pedir perdão, creia que também serás.

Mas nunca te esqueças: ter amor é fácil, mas dar amor exige sacrifício da tua parte; querer perdoar é fácil, mas pedir perdão exige que coloques o orgulho e a vergonha de lado e peças. Pedir perdão a Deus é fácil, mas pedir ao ser humano, a quem tu vês é difícil. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão - parte III


Dias e dias se passaram e ela naquela cama doente. Comecei a usar a minha fé. Podes estar perguntando: “Mas tu não usavas a fé pela tua avó?” Eu tinha aquela fé de que Deus iria mudá-la mas não a usava. Essa fé que estava neutralizada devido ás minha atitudes erradas não trazia efeito para a minha relação com a minha avó. Então comecei a orar mais por ela, pedi a Deus para me dar sabedoria e direcção para lidar com ela, pois eu queria mudar a minha maneira de ser. Vi a oportunidade de a casa estar a meu cargo para dar o meu melhor e fazer tudo direitinho. Foram uns dias que se passaram calmamente, mas deixaram-me muito cansada, cuidar da casa toda sozinha dá trabalho.

Até que aconteceu algo. Eu tinha que fazer uma coisa na igreja e ela não queria que eu fosse. Não queria que a deixasse sozinha, começou a discutir comigo dizendo que não era correcto eu sair de casa e deixá-la doente em casa sozinha. Aquela sensação de estar sendo provocada era tão forte que eu abri minha boca e voltei de novo a brigar com ela. Disse tanto disparate, disse que não era justo eu ficar em casa, que ela não tinha o direito de me impedir de ir na igreja, que eu estava fazendo tudo por ela e que ela não podia tratar-me assim. Gente, eu falei de uma forma tão má para ela, que saí de casa durante uns minutos. Fui avisar na igreja que já não podia ir.

Quando eu voltei para casa, vejo o impossível, vejo algo que eu nunca tinha visto. Entro em casa e encontro minha avó a chorar. Naquela hora veio um peso na consciência, porque eu sabia que ela estava chorando por minha causa. Eu nunca tinha visto minha avó chorar, foi uma sensação horrível. Mas foi no meio dessa sensação que eu senti necessidade de fazer uma coisa: pedir perdão, não a Deus, mas sim à minha avó. Quando Deus falou para eu pedir perdão eu tive consciência que tinha que fazê-lo mas não tinha coragem. Saí da sala e fui para a cozinha. Comecei a chorar, chorar e chorar. Quando ia para pedir perdão sempre recuava e voltava para trás, pois tinha tanta vergonha. Mas minha avó não parava de chorar e o sentimento de culpa estava sobre mim.

 Foi aí então, que eu decidi tomar coragem. Fui ter com ela na sala, dobrei o meu joelho diante dela e disse: “ Desculpa avó, não te queria fazer chorar. Não queria ter gritado contigo. Desculpa, não voltarei a gritar contigo mais!” Disse essas palavras em meio as lágrimas. Mas ela não me respondeu, ficou calada e não parava de chorar. Eu levantei-me, fui no meu quarto, e orei: “Deus obrigado por esta oportunidade, sei que hoje tudo mudou!”

 Aquele pedido de perdão mudou a minha vida e a minha relação com a minha avó. Depois desta experiência que por um lado foi boa, pois se não tivesse acontecido, se calhar ainda nem tinha conseguido pedir perdão. Mas consegui!

Continua…

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão - parte II


Eu pedia sempre perdão a Deus, mas passava um tempo e voltava a cometer o mesmo erro, discutia com ela, gritava com ela! E quando ela dizia que ia falar com o pastor para falar do meu mau comportamento, eu ficava assustava, com medo que ela fosse mesmo falar e o pastor me tirasse de obreira por agir errado com ela. Diante dela fazia-me forte, mostrando que não estava com medo se ela falasse com o pastor ou não. Mas ela nunca chegou a falar. As coisas depois acalmavam, mas na minha consciência já sabia que cedo ou tarde as discussões iriam voltar entre mim e a minha avó.
  Esta situação prolongou-se por muito tempo e eu sempre pedindo perdão a Deus cada vez que errava! Deus não me perdoava? Claro que sim. Mas vamos usar a fé inteligente. É muito fácil pedir perdão a quem a gente não vê, Deus. Quando pedimos perdão a Deus não estamos a vê-lo e não temos que passar pela vergonha. Agora pedir perdão a um ser humano, neste caso a minha avó era algo impossível, eu não me sentia capaz nem com coragem para isso. Pois a vergonha que tinha que passar para fazer isso era maior e falava mais alto e depois vinha o pensamento: “Ela não te vai perdoar, ela vai continuar desse jeito.” Sempre pensava que a culpada era ela e que não havia necessidade de pedir perdão á minha avó. É muito fácil colocar a culpa nos outros quando nós é que temos grande parte da culpa. Eu agindo assim, estava pondo em causa a minha conduta diante de Deus e assim jamais iria ganhá-la para Deus, pois na bíblia fala que nós mulheres não vamos ganhar os nossos familiares com palavras mas sim com as nossas atitudes e as minhas atitudes não estavam ganhando a minha avó mas sim colocá-la no inferno.

Até que um dia ela ficou doente. Dias em que ela ficava na cama e as responsabilidades da casa estavam todas sobre mim. Fazer compras, cozinhar, limpar a casa, tudo isso era eu que tinha que fazer. Ali vi então uma oportunidade para mudar e cuidar da minha avó com todo o meu amor. Amor que nunca lhe dei, pois entre mim e a minha avó não havia gestos de amor, carinhos uma pela outra.

Será que mudou?


Continua...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Consegui pedir perdão


Desde que comecei a minha caminhada com Jesus, a minha guerra tem sido sempre com um familiar meu, o mais próximo, o que acompanhou o meu crescimento, me deu de comer e me alimentou…esse familiar é a minha avó. Eu sou grata por Deus a ter usado para cuidar de mim, porque na verdade se não fosse ela eu nem teria conhecido Jesus, pois foi ela que me levou na igreja e lutou tanto por mim.
 
Mas acontece que a pessoa que eu menos esperava se levantou contra mim quando nasceu o desejo de fazer a obra de Deus. A minha primeira reunião de tias, ainda era auxiliar, só cheguei a ir pela misericórdia de Deus, pois a minha avó impediu-me de ir. Ela sempre foi o empecilho na minha caminhada com Deus.
 
Isto quer dizer que quando você começa a entregar-se para Deus a envolver-se mais com as coisas do Senhor, o diabo jamais vai aceitar isso então ele como não pode tocar em você ele vai na pessoa mais próxima de ti…sabe aquela pessoa que te deixa magoada com palavras, aquela pessoa que te irrita, aquela pessoa que não te é indiferente! Porque vamos ser sinceras…se tu vais na rua e se alguém desconhecido se meter com você, tu não vais dar tanta importância, porque não te é nada…já um familiar, ainda o mais próximo já mexe contigo!

  O meu sufoco começou…ela implicava com tudo o que eu fazia, quando ia na igreja mais cedo (sempre gostei de chegar cedo na igreja) ela impedia, antes de sair de casa fazia sempre briga comigo, humilhava-me, dizia-me coisas que na hora nem parecia ser minha avó! Chegava alturas em que eu chorava, desanimava, porque era muita pressão! Depois o diabo para me tentar iludir, fazia com que ela ficasse durante um tempo mais calma, simpática, ela já me deixava ir na igreja… e quando menos eu esperava o diabo usava ela para me atacar de novo!

  Houve uma vez que eu estava trabalhando e como na altura ainda não tinha conta bancária eu guardava o meu salário em casa. Ela ia sempre controlar quanto dinheiro eu tinha. Fiz um voto com uma oferta elevada, e como ela mexia no meu dinheiro sem eu saber, ela atirou-me em cara: “Foste dar dinheiro para a igreja? Pensas que Deus te vai abençoar por dares ofertas é?” O diabo queria que eu desanimasse e duvidasse do voto que eu tinha feito com Deus, mas não conseguiu. Eu mantive-me fiel. Ela invadia a minha privacidade, na hora de ter o meu momento com Deus no meu quarto, ela entrava porta a dentro e interrompia-me na minha oração. Ficava revoltada!!! Mas respirava fundo e mantinha-me sempre calada.

  Mas chegou uma altura mais difícil da minha vida que eu comecei a discutir mais com ela, estava tão carregada dentro de mim, que quando abri a boca para falar saiu tudo o que eu tinha vontade de falar para ela, de gritar com ela, de discutir…gente é muito difícil não falar nada quando alguém provoca, a carne é fraca e tenta falar mais alto. Foi que começou a acontecer. Quando dei por mim, já estava sempre discutindo com ela cada vez que ela vinha gritar e discutir comigo… o que fiz errado, pois estava a entrar numa fase da minha vida que era: MAU TESTEMUNHO! Como poderia uma obreira irar-se assim tanto, perder o controlo e discutir com a avó? Não estava agindo certo, tanto que ela começou a dizer: “És obreira e gritas comigo? Não sei que tipo de obreira és, dentro da igreja és uma santinha e em casa és outra pessoa!” Eu pedia sempre perdão a Deus quando discutia com ela, quando me exaltava sempre mais, pois tinha consciência que a minha conduta e o meu comportamento diante dela não estava agradando a Deus.

Continua...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Marca do Amor

Um menino tinha uma cicatriz no rosto. As pessoas do seu colégio não falavam com ele e nem sentavam do seu lado, na realidade quando os colegas do seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia. 
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio e o professor levou o caso à directoria.

A directoria ouviu e chegou à seguinte conclusão: que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o último a entrar em sala de aula e o primeiro a sair. Desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou a ideia da directoria magnífica e sabia que os alunos não olhariam mais para trás.

Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição: que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ. A turma concordou e no dia o menino dirigiu-se à frente da sala de aula e começou a falar:

- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que a adquiri:

- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha  por volta de 7 a 8 anos de idade...

 A turma estava em silencio atenta a tudo.

O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmã com apenas alguns dias de vida.

 Silêncio total em sala.

-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente... Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmã que continuava lá dentro da casa em chamas. Só que quando minha mãe tentou entrar na  casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmã, eu via minha mãe gritar:

- " Minha filhinha está lá dentro!"

Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe 
buscar minha irmã... Foi aí que decidi.

Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.
Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmã. Eu sabia o quarto em que ela estava.

Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...

Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente 
encostou-se em meu rosto...

A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou:

Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas o menino foi para o fundo da classe e 
imovelmente sentou-se.

Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de cicatrizes.
Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou com nossas acções.

 Aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.
Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas 
CICATRIZES...
Essas também são marcas de AMOR...

 Jesus te ama, não por quem você é, mas sim pelo que você é, e para Jesus você é a pessoa mais importante deste mundo.

Nunca se esqueça disso!


P.S: Recebi por email